Título Original: Harlequinn
Autor: Bernard Cornwell
Editora: Record
Lançamento: 2003 (BR)
Número de páginas: 444
Aos 18 anos apenas, ele vê seu pai morrer em seus braços após um ataque de surpresa à aldeia de Hookton. Um lugar simples que escondia um grande segredo - a lança usada por São Jorge para matar o dragão, uma das maiores relíquias da cristandade. Em busca de vingança contra um homem conhecido apenas como Arlequim, o rapaz abandona seus estudos em Oxford, se torna um arqueiro habilidoso e se junta ao exército inglês, temido justamente pela habilidade dos homens com o arco. Sob a liderança de Eduardo III, o Príncipe Negro de Gales, Thomas se envolve em batalhas e aventuras que, sem perceber, o lançam na busca do lendário Santo Graal.
Quando conheci o livro, fiquei encantada pelo fato de ser uma história sobre um arqueiro (algo que tem chamado minha atenção nos últimos tempos) e ainda ter o Santo Graal envolvido.
Thomas é um adolescente de 18 anos, que ama a arquearia, mas seu pai não gosta. O que faz com que ele treine e faça seu material escondido.
O pai de Thomas é um padre na pequena vila de Hookton e diz que guarda na igreja a famosa lança de São Jorge.
Thomas não acredita nisso, mas mesmo assim ajuda a proteger a igreja numa véspera de páscoa. Mas neste dia a cidade é atacada, roubam a lança e destroem toda a vila. Thomas só teve tempo de prometer ao pai que recuperaria a lança e de ver o brasão do ladrão.
Após o ataque à cidade, Thomas se torna arqueiro no exército inglês e passa alguns anos lutando ao seu favor, criando algumas amizades.
Se você imagina que terá uma leitura das aventuras de Thomas em busca do Santo Graal, não se decepcione.
Quase todo o livro relata a história de Thomas, passando de uma cidade à outra, conforme o exército fosse avançando.
O Santo Graal só é comentado no livro quase no final da parte 2, o que me deixa decepcionada novamente com uma sinopse. O livro não mostra apenas a versão de Thomas. Há momentos que vemos a história pela visão de outros personagens, que nada atrapalha na leitura, só faz com que possamos imagina-la melhor.
Quase todas as informações presentes no livro são retiradas de fontes históricas, pois esse foi o começo da Guerra dos 100 anos. O autor, ao final do livro explica sobre o que ele utilizou da história real e o que incrementou. Achei muito legal, quem gosta de história vai gostar de saber um pouco mais sobre esses conflitos.
A escrita de Bernard Cornwell é totalmente diferente da que estou acostumada. Se você costuma ler Ya’s e chick-lit, prepare-se para uma leitura bem mais calma.
No começo achei isso ruim, não estou acostumada a ler um livro que detalhe tão bem os acontecimentos, tanto que demorei quase 3 semanas para lê-lo. Geralmente levo uns 5 dias pra ler um livro desse tamanho (quase 450 páginas). Mas esse diferencial se torna importante para a história. É a marca do autor nela, pois há cenas detalhadas da preparação dos soldados para atacar uma cidade, como eles se organizam, arrumam o material e até mesmo como preparam os canhões.
O Arqueiro não é um livro para ser lido rápido, é daqueles que você deve ler com calma, sem prazo para terminar, aproveitando ao máximo cada descrição.
Apesar de ser bem detalhado, achei que faltou isso no final. Algumas cenas aconteceram rápido demais, em minha opinião.
Apesar de ser o primeiro volume da trilogia A Busca do Graal, me senti contente com o final do livro. O autor não deixou aquela super deixa para um segundo livro, portanto acho que se você ler o primeiro e não quiser ler os outros, não teria problema.
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O único livro que li do Bernard foi O Rei do Inverno pelo simples fato de que não tive tempo(e nao me lembrei) de comprar mais livros dele. De fato, seus trabalhos não são feitos para serem lidos depressa. Com certeza comprarei esse livro também.
Beijos.
Mariana Sampaio
Blog Tijolinhos de Papel