Sim, eu sei...demorei a ler esse livro.
Todo mundo falando maravilhas sobre a série, a expectativa crescendo cada vez mais...e o medo de me decepcionar também. =X
Então, depois de tanto enrolar, finalmente decidi ler esse livro...e agora vocês conferem o que achei dele. =)
Que os Jogos Vorazes comecem!
24 adolescentes, 12 distritos, 1 vencedor.
Enfrentando-se uns aos outros, duelando até a morte, 2 adolescentes de cada distrito são levados a seus limites, física e mentalmente. A recompensa? Acima de tudo a própria sobrevivência. De quebra, ajuda para seu distrito e "glória eterna" como um dos vencedores e sobreviventes. Regras? Passados os primeiros sessenta segundos, nenhuma.
A extinta América do Norte dá lugar a um país chamado Panem. Nele, 12 distritos são subjugados, humilhados e controlados pela Capital.
E é no 12º distrito que vive Katniss Everdeen, a nossa protagonista. Em um lugar onde os jogos são vistos como uma saída à pobreza, onde pais arriscam a vida de seus filhos em troca de uma garantia temporária de sobrevivência, vemos a discrepância social em seu mais alto nível, comparada à Capital.
Em vez de lutar com os nós em meus cabelos molhados, simplesmente coloco minha mão sobre uma caixa que envia uma corrente para meu couro cabeludo, desembaraçando, separando e secando meus cabelos quase instantaneamente. Eles ficam flutuando sobre meus ombros como se fossem uma cortina acetinada.
Jogos Vorazes foi um livro que me prendeu do início ao fim. As páginas e os capítulos passam sem você perceber, é uma leitura rápida, flui como em poucos livros. O maior sinal disso foi eu ter conseguido lê-lo com barulho ao meu redor, coisa que me irrita profundamente e acaba com minha leitura.
Ao iniciar o livro, talvez seja comum percebermos uma leve diferença na escrita de Suzanne Collins: a narrativa é toda feita utilizando o presente. Não vemos uma frase do tipo: "O grito estrangulado saiu de minha boca e meus músculos começaram novamente a se mexer."
Também conhecemos Edward Peeta e Jacob Gale. Dois importantes personagens na série, são ambos do Distrito 12 e todo ano enfretam o mesmo medo: a Colheita.
Todo o processo de escolha dos tributos e a preparação para os jogos me lembraram muito o Torneio Tribruxo, de Harry Potter. Durante a leitura, também foi impossível deixar de lembrar e fazer comparações com alguns filmes como Jogos Mortais e O Cubo, mas com uma leve pitada de Big Brother e No Limite. haha
As discussões entre Katniss e Peeta dão um ar cômico às cenas, além de Haymitch, um ex-BBB-vencedor dos Jogos que aparece como uma espécie de conselheiro/treinador dos novos tributos.
No livro, podemos ver a ausência total de escrúpulos da Capital. Você criaria laços com alguém que sabe que estará destinado a caçar até a morte? E se soubesse que essa é uma de suas únicas chances de sair vivo?
A autora descreve as cenas de ação como em um filme, passando todas as sensações e detalhes necessários para ambientarmos o roteiro em nossa mente.
Os personagens revelam tanto suas habilidades quanto suas personalidades no decorrer dos jogos. Essa é uma forma interessante de conhecê-los, nos trazendo sempre uma surpresa.
Tive medo do clichê do triângulo amoroso, tão lembrado por Crepúsculo...se bem que Katniss está mais pra Rose de Vampire Academy que pra Bella. Mas isso só poderei saber no próximo volume, já que a Suzanne conseguiu se conter nesse primeiro. =P
O final do livro é bom, com surpresas e tudo mais, mas achei que poderia terminar de uma forma mais emocionante, ou até mesmo um final eletrizante, que deixasse com aquela vontade absurda de ler a continuação.
Ainda assim, nada tira seu mérito. A grande quantidade de fãs, todas as milhares de críticas positivas, a ótima aceitação e o futuro filme estão aí pra provar isso.
Que venha Catching Fire!
Já está ficando chato ler resenhas desse livro, rs. Absolutamente todo mundo elogia a trama, diz que é uma obra que flui com facilidade e que alguns personagens são inesquecíveis. Do outro lado da mesa, eu, até hoje, não consegui sequer VER Jogos Vorazes ao vivo e a cores. É mole?
Gostei que você mencionou que a narração é toda no presente. Não lembro de ter lido nenhum livro com esse uso de tempos verbais, e não sei se reagiria muito bem. De qualquer forma, não vai ser isso que vai me impedir de (algum dia) ler Jogos Vorazes. Suas comparações com Jogos Mortais e O Cubo só atiçaram ainda mais minha curiosidade, haha.
Abraço!
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